Empreender após os 60 anos pode representar uma oportunidade de ampliar a renda, manter a autonomia financeira e dar continuidade à trajetória profissional. Um estudo do Sebrae mostra que a formalização pode levar os empreendedores seniores a alcançar rendimentos até três vezes maiores que os trabalhadores informais da mesma faixa etária.
Nesta curadoria, você confere os principais números do levantamento, as oportunidades associadas à regularização do negócio e os diferenciais da experiência no empreendedorismo. Também veja como a economia prateada cria espaço para novos negócios, inclusive para profissionais da saúde, e por que a escolha entre MEI e outros enquadramentos exige uma avaliação adequada.
Formalização pode triplicar a renda de empreendedores com 60 anos ou mais
O estudo do Sebrae indica que a formalização pode transformar significativamente a realidade financeira de empreendedores com 60 anos ou mais. Ao regularizar a atividade, esses profissionais ampliam as possibilidades de atuação e podem alcançar rendimentos até três vezes superiores aos de trabalhadores informais da mesma faixa etária.
Mais do que aumentar a renda, empreender de forma regularizada pode contribuir para a autonomia financeira e para a continuidade profissional na terceira idade. A iniciativa permite aproveitar conhecimentos acumulados ao longo da carreira, manter uma atividade produtiva e, em alguns casos, complementar os ganhos da aposentadoria. Os resultados, porém, dependem da atividade exercida, do planejamento e do enquadramento adequado para cada negócio.
Empreendedores seniores formalizados alcançam rendimento médio de R$ 7.458
Os dados do Sebrae, baseados na PNAD Contínua do IBGE, mostram uma diferença expressiva entre os rendimentos dos empreendedores seniores conforme a situação de formalização. No quarto trimestre de 2025, aqueles com 60 anos ou mais que mantinham negócios formalizados receberam, em média, R$ 7.458 por mês.
Entre os empreendedores informais da mesma faixa etária, o rendimento médio foi de R$ 2.152 mensais. Na prática, o valor registrado pelos formalizados foi mais de três vezes superior, embora os resultados possam variar conforme a atividade, o faturamento, a experiência de gestão e as condições de cada negócio.
O levantamento também evidencia o crescimento do empreendedorismo na terceira idade. O Brasil já reúne aproximadamente 4,5 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais, grupo que ganhou relevância com o envelhecimento da população e com a busca por complementação de renda e maior autonomia.
Apesar desse avanço, o estudo aponta que os empreendedores seniores tiveram menor progresso na formalização e na proteção previdenciária ao longo da última década, em comparação com jovens e adultos. Esse cenário reforça a importância de analisar os benefícios, as obrigações e o enquadramento adequado antes de regularizar uma atividade.
Quais oportunidades surgem com a regularização do negócio
A regularização pode ampliar as oportunidades comerciais e dar mais segurança à atuação profissional. Com um negócio formalizado, o empreendedor pode emitir notas fiscais, atender empresas que exigem documentação, participar de processos de contratação com órgãos públicos e buscar linhas de crédito específicas. Também pode ter acesso a capacitações, consultorias e programas de apoio oferecidos por instituições voltadas aos pequenos negócios.
Essas possibilidades, contudo, não são automáticas nem se aplicam da mesma forma a todas as atividades. A obtenção de crédito depende da análise da instituição financeira, enquanto vendas para empresas e órgãos públicos podem exigir certidões, qualificações e outras condições. Além disso, a regularização envolve obrigações fiscais, contábeis e previdenciárias que variam conforme a atividade, o faturamento e o enquadramento escolhido.
Experiência e planejamento fortalecem o empreendedorismo na terceira idade
A experiência acumulada ao longo da vida profissional pode ser um diferencial competitivo para quem decide empreender após os 60 anos. O conhecimento técnico, a compreensão das necessidades dos clientes e a rede de contatos construída durante a carreira ajudam na identificação de oportunidades e na conquista dos primeiros negócios.
Outro ponto relevante é a capacidade de planejamento. Profissionais seniores costumam conhecer melhor seus limites, avaliar riscos com mais cautela e tomar decisões com base em aprendizados anteriores. Essa combinação pode contribuir para uma gestão mais consistente, especialmente quando o negócio começa de forma gradual.
O empreendedorismo também pode ser uma alternativa para complementar a aposentadoria ou transformar uma habilidade, experiência ou atividade de interesse em fonte de renda. Serviços de consultoria, aulas, produção artesanal e atendimentos especializados são alguns exemplos de possibilidades, desde que estejam de acordo com as regras aplicáveis à atividade.
Antes de iniciar, é importante avaliar o público-alvo, os custos, a demanda, o tempo disponível e a necessidade de investimentos. Com planejamento e organização, a trajetória profissional pode se transformar em uma base sólida para uma nova etapa de geração de renda.
Economia prateada abre espaço para novos negócios
A economia prateada reúne produtos, serviços e soluções direcionados, principalmente, às necessidades e aos interesses das pessoas com mais de 50 anos. O avanço da expectativa de vida e o envelhecimento da população brasileira ampliam esse mercado, que envolve cuidados, bem-estar, moradia, mobilidade, educação, lazer, tecnologia e serviços financeiros.
Esse cenário cria oportunidades para pequenos empreendedores que conseguem compreender as demandas desse público e oferecer atendimento acessível, seguro e personalizado. Na área da saúde, por exemplo, profissionais podem desenvolver serviços voltados à prevenção, ao acompanhamento de doenças crônicas, à reabilitação, à saúde mental, à nutrição e à promoção da qualidade de vida, sempre respeitando as habilitações profissionais e as normas dos respectivos conselhos.
Também há espaço para negócios de apoio à rotina, como transporte especializado, adaptação de ambientes, atividades físicas, tecnologia assistiva, cuidados domiciliares e soluções que favoreçam a autonomia. Para identificar boas oportunidades, é importante observar as necessidades reais dos consumidores, o poder de compra, os hábitos regionais e a participação da família na decisão de contratação.
Antes de iniciar uma atividade nesse segmento, o empreendedor deve avaliar custos, público-alvo, exigências legais e capacidade de atendimento. A confiança, a acessibilidade e a qualidade da experiência são fatores especialmente relevantes para conquistar e manter clientes na economia prateada.
MEI ou outro tipo de empresa: a formalização exige avaliação adequada
A escolha entre o Microempreendedor Individual (MEI) e outros tipos de empresa deve considerar a atividade exercida, o faturamento previsto, a existência de sócios, a contratação de funcionários e as regras aplicáveis ao negócio. O MEI oferece uma forma simplificada de formalização, mas não está disponível para todas as ocupações e possui limites e condições específicas.
Antes de optar pelo enquadramento, é importante analisar as obrigações fiscais, previdenciárias e administrativas envolvidas. Também devem ser avaliadas despesas como tributos, licenças, emissão de notas fiscais, manutenção de registros e eventuais exigências municipais ou estaduais. Uma escolha inadequada pode gerar custos desnecessários ou dificuldades para manter a empresa em conformidade.
Para quem já recebe aposentadoria, a formalização exige atenção especial. Dependendo do benefício e da forma de atuação, a abertura de uma empresa pode produzir efeitos previdenciários e criar novas obrigações, que devem ser verificadas previamente. O mesmo cuidado vale para profissionais da saúde, pois determinadas atividades podem não se enquadrar no MEI e ainda estão sujeitas às regras dos conselhos profissionais, à vigilância sanitária e a outras exigências específicas.
Assim, a decisão deve acompanhar a estrutura e os objetivos do negócio. Avaliar o faturamento, o tipo de serviço, a necessidade de contratar, os riscos da atividade e as possibilidades de crescimento ajuda a escolher entre MEI, empresário individual, sociedade ou outro regime empresarial de maneira mais segura e adequada.
Conte com orientação para formalizar e acompanhe as próximas notícias
A formalização pode contribuir para mais segurança jurídica, organização financeira e crescimento sustentável do negócio, mas não deve ser tratada como uma escolha automática. Cada empreendedor precisa considerar sua atividade, faturamento, objetivos, obrigações fiscais e previdenciárias, além das exigências específicas para profissionais da saúde e para quem já recebe aposentadoria.
Uma avaliação adequada ajuda a identificar o melhor caminho entre MEI e outros tipos de empresa, organizar a abertura e a legalização do negócio, acompanhar o imposto de renda, escolher o regime tributário e estruturar o fluxo de caixa. A SP Contabilidade Digital oferece orientação nesses temas, com atendimento voltado às necessidades de empreendedores e profissionais da saúde. Continue acompanhando o blog para conferir diariamente novas notícias e orientações sobre empreendedorismo, contabilidade e gestão.
Fonte desta curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Portal Contabeis. Para ter acesso à matéria original, acesse Empreender na terceira idade pode triplicar a renda, aponta Sebrae




