Alíquota da CBS: entenda percentuais, transição e impactos para prestadores de serviço
A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá PIS e Cofins, fixando alíquota de referência em 8,8% e podendo alterar significativamente a carga tributária dos prestadores de serviço. Essa mudança exige atenção redobrada ao planejamento financeiro e à revisão de preços.
Para amenizar impactos, a CBS terá fase de testes em 2026 com alíquota total de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS) e implementação gradual até 2033. Entender esse cronograma e os percentuais aplicáveis é essencial para adaptar sistemas de apuração, processos internos e garantir conformidade desde já.
Atenção: mudança de até 8,8% na carga tributária a partir de 2027
A partir de 2027, os prestadores de serviço devem se preparar para um salto de até 8,8% na carga tributária, valor que passará a incidir sobre o faturamento com a entrada em vigor plena da CBS. Essa mudança, que substitui o PIS e a Cofins, pode afetar diretamente a precificação dos contratos, a margem de lucro e o fluxo de caixa das empresas.
Para manter a competitividade e a saúde financeira, é fundamental revisar orçamentos, ajustar políticas de reajuste e reavaliar adequação de sistemas de apuração. Antecipar cenários de impacto, simular cenários de aplicação da nova alíquota e comunicar clientes sobre possíveis repasses de custo serão passos essenciais para evitar surpresas e garantir a sustentabilidade do negócio.
Cronograma de transição: da fase de testes até 2033
O cronograma de implementação da CBS foi pensado para permitir a adaptação gradual dos prestadores de serviço e garantir a neutralidade da carga tributária ao longo do período.
- 2026 – Fase de testes: alíquota de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, totalizando 1% sobre as operações. Essa etapa tem caráter experimental, focado em validar sistemas de apuração, recolhimento e crédito, sem impacto relevante na arrecadação.
- 2027 a 2033 – Transição gradual: aplicação progressiva da alíquota de referência de 8,8% para a CBS, com possibilidade de ajustes para manter a arrecadação estável. Nesse período, CBS e tributos atuais convivem até a substituição definitiva em 2033.
Esse modelo escalonado oferece um horizonte de longo prazo para ajustes técnicos, atualizações de software contábil e revisões no planejamento tributário, reduzindo riscos de inconsistências e facilitando a conformidade.
Fase de testes em 2026: alíquota total de 1%
Em 2026, a CBS entra em vigor em caráter experimental com alíquota de 0,9%, enquanto o IBS será aplicado a 0,1%, perfazendo um total de 1% sobre o faturamento. Nesta etapa, o objetivo central é validar os procedimentos de apuração, recolhimento e creditamento sem gerar impacto significativo na arrecadação ou na competitividade dos prestadores de serviço.
Durante a fase de testes, as empresas poderão ajustar seus sistemas contábeis e fluxos internos, identificar possíveis inconsistências e treinar equipes para operar no novo modelo. A experiência prática permitirá ajustes técnicos e parametrizações antes da exigência plena da CBS, assegurando uma transição mais tranquila a partir de 2027.
Cobrança definitiva e ajustes até 2033
A partir de 2027, a CBS passa a ser cobrada de forma definitiva com alíquota de referência de 8,8%, substituindo integralmente o PIS e a Cofins. Esse percentual foi calculado para manter a neutralidade da carga tributária, mas pode ser revisado periodicamente conforme a arrecadação e a dinâmica econômica do país.
Até 2033, a CBS conviverá com os tributos atuais, permitindo ajustes graduais nas alíquotas e nos procedimentos de apuração. Esse período de sobreposição garante tempo para adaptação de sistemas, atualização de contratos e realinhamento do planejamento fiscal. Eventuais revisões serão discutidas pelos entes federados para assegurar equilíbrio entre receita pública e competitividade das empresas.
Não cumulatividade e regimes diferenciados
A CBS terá natureza não cumulativa, incidindo apenas sobre o valor adicionado em cada fase da cadeia produtiva. Isso significa que o tributo cobrado na etapa anterior pode ser compensado integralmente, evitando a multiplicação de encargos e reduzindo distorções de custo.
O mecanismo de crédito fiscal permitirá abater do valor a pagar os montantes efetivamente recolhidos em etapas anteriores. Para fins de comprovação, serão aceitas notas fiscais eletrônicas de insumos, serviços e bens essenciais ao processo produtivo, o que traz maior transparência e segurança ao contribuinte.
Além da não cumulatividade, a reforma prevê regimes diferenciados para setores estratégicos, com alíquotas reduzidas ou condições especiais de crédito para estimular atividades essenciais. Entre os segmentos contemplados estão:
- Educação: instituições de ensino poderão usufruir de crédito ampliado em gastos com material pedagógico e infraestrutura;
- Saúde: serviços hospitalares, laboratórios e fornecimento de medicamentos terão tratamento tributário mais favorável, com alíquotas menores ou isenção parcial;
Esses regimes visam mitigar impactos econômicos e assegurar a continuidade de serviços fundamentais. A regulamentação detalhará critérios, limites de crédito e procedimentos para enquadramento de cada setor.
Impactos práticos e preparativos para prestadores de serviço
Com a chegada da CBS, os prestadores de serviço enfrentarão mudanças significativas em seus processos internos e no planejamento tributário. Antecipar essas alterações é crucial para minimizar riscos e evitar desequilíbrios no fluxo de caixa.
- Atualização de sistemas de apuração: ajustes nos ERPs e softwares contábeis para incorporar a alíquota de referência (8,8%) e as fases de transição (0,9% CBS + 0,1% IBS).
- Revisão de contratos e preços: recalcular tarifas e revisões contratuais para refletir o novo custo tributário e negociar cláusulas de reajuste automático.
- Treinamento de equipe: capacitar profissionais contábeis e financeiros sobre as regras de não cumulatividade, uso de crédito fiscal e obrigações acessórias.
- Adequação de notas fiscais eletrônicas: garantir que layout e códigos fiscais estejam alinhados com as especificações da CBS e do IBS.
- Planejamento de fluxo de caixa: simular cenários de impacto para avaliar necessidades de capital de giro e definir reservas para possíveis ajustes nas alíquotas até 2033.
Iniciar esses preparativos com antecedência permite identificar pontos de atenção, validar rotinas de apuração e fortalecer a governança fiscal. A adoção de cronogramas internos e auditorias periódicas facilitará a conformidade plena desde a fase de testes em 2026 até a cobrança definitiva em 2027.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Portal Contabeis. Para ter acesso à matéria original, acesse Alíquota da CBS: entenda percentuais, transição e impactos


